Brasil ocupa 4° lugar em ranking de países com pior taxa de saúde mental

My Journey Health
2 min readMar 19, 2024

Levantamento considera dados relacionados a 71 países; país tem pior resultado da América Latina

O Brasil ocupa uma posição preocupante no ranking The Mental State of the World, publicado no começo do mês pela plataforma neurotech Sapien Labs e que mapeia a qualidade da saúde mental ao redor do mundo.

No total dos 71 países inclusos, o Brasil aparece em 4ª posição entre os piores, com nota 53 de um total de 110. O país supera apenas África do Sul (50), Reino Unido (49) e Uzbequistão (48), e empata com o Tajiquistão. Brasileiros estão entre os que mais relatam sentir stress e dificuldades com a parte mental de sua saúde (são 34% dos respondentes no país).

O Brasil vai na contramão da América Latina,que está inserido entre os campeões do bem-estar psicológico. No top 10 global, metade são latinos: Uruguai (81), Costa Rica (81), El Salvador (83), Venezuela (83), Panamá (85) e República Dominicana (91).

O que o instituto considera como ter a saúde mental em dia não é necessariamente relacionado à alegria ou à tristeza. Ela “reflete as impressões de um indivíduo sobre como seu estado interior impacta sua habilidade de funcionar no contexto da vida”, de acordo com o Sapien Lab.

A plataforma organiza seu quociente em eixos específicos: a habilidade de regular emoções e otimismo no futuro; como a pessoa se enxerga nos olhos dos outros; motivação; conexão entre saúde da mente e do corpo; capacidade das funções cognitivas; e desenvoltura para se adaptar, ser resiliente. Destes, apenas resiliência e motivação superam os 70 pontos entre os brasileiros.

Estudos e relatórios feitos sobre a saúde mental dos brasileiros reforçam a posição no ranking, mostrando a gravidade da situação.

Estudo mais recente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), divulgado em janeiro pela CNN, mostra alguns sinais do problema no Brasil: um aumento de 2,5% de beneficiários de plano de saúde com casos de depressão — em particular mulheres jovens entre 18 e 39 anos — entre 2020 e 2022. Entre 2018 e 2022, internações por ansiedade mais que dobraram — de 794 para 2100 eventos.

O relatório ?Esgotadas? da Think Olga mostrou a crise na saúde mental das mulheres brasileiras, destacando impactos da pandemia, desigualdades de gênero e estratégias essenciais para enfrentar desafios emergentes.

A pesquisa revelou que a falta de dinheiro, sobrecarga e insatisfação no trabalho são as principais causas apontadas por mulheres em situação de vulnerabilidade. Mesmo diante desses desafios, há uma conscientização crescente sobre a importância da saúde emocional, com 91% das entrevistadas reconhecendo a seriedade do tema.

Fonte: GQ Globo

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